Entrevista no blog Vida de Leitora

Dei uma entrevista para o blog Vida de Escritora. Querem ler? Vamos lá comentar!

Link original:

http://vidadaleitora.blogspot.com.br/2012/08/nova-parceria-entrevista-autora.html

 

Entrevista:

Vida de Leitora: Muitas coisas podem inspirar um escritor. Qual foi sua maior inspiração para escrever seu primeiro livro? Amigos, alguma viagem, algum livro…

Carolina Munhóz: Um sonho quando eu tinha 16 anos. Estava passando por uma fase difícil e em uma noite em que chorava e pedia para tudo melhorar, tive um sonho com uma fada linda. Toda a história do livro me veio naquela noite e no dia seguinte comecei a escrever. No terceiro capítulo percebi que estava criando um livro, então esse sonho e minha fé foram as principais inspirações.

V.D.L: Segundo a revista Época, você é candidata a seguir os passos de Cassandra Clare. Como se sente sobre isso? Você conhece o trabalho da autora, acha que seu estilo de escrita lembra algo dela?

C. M: Fiquei muito feliz com a matéria. Tenho um grande respeito pela escritora Cassandra Clare e sei o quanto ela é querida. Acompanho sua carreira desde a época de suas fanfics. Eu mesma comecei minha carreira assim, pois aos 12 anos escrevi a fanfics e songfics de Harry Potter. Fui comparada a Adornetto e a Clare porque fomos publicadas muito jovens e de alguma forma nos destacamos. Elas duas conquistaram espaço no New York Times Bestseller List. Eu mesmo em editora pequena estava saindo em alguns grandes veículos. A Revista Época quis dizer que tenho chance de seguir esses passos.

Eu já li Cidade de Ossos e estou lendo Halo. Gosto do estilo de escrita da Cassandra Clare e me identifico. Ela também usa assuntos pesados em seus textos. Acho que nisso somos parecidas, mas não na escrita propriamente dita.

V.D.L: Sabemos que escritores nacionais encontram muitas dificuldades para escrever. Qual foi o maior obstáculo que você encontrou como escritora? O que você fez para resolvê-lo?

C.M: Meu maior obstáculo foi ser publicada. Demorou quatro anos para que eu conseguisse ser publicada por uma editora pequena. Depois fiquei dois anos fazendo minha própria assessoria de imprensa para sair na mídia e conseguir uma boa clipagem. Só com isso consegui uma grande editora. Hoje são oito anos de carreira.

Um bom tempo que foi necessário. O importante é que não desisti dessa luta e sempre aconselho os jovens escritores a também não desistirem. São poucas as vagas, infelizmente, mas elas existem.

V.D.L: Você viajou por muitas partes do mundo. De que forma isso contribuiu para sua escrita?

C.M: Sempre fui muito aventureira. Amo viajar e me sinto livre toda vez que faço. Quando coloco um país na minha cabeça, trabalho bastante para juntar o dinheiro necessário e embarco o mais rápido possível. Nessas viagens aprendi muito sobre a vida e sobre outras culturas. Estive na Inglaterra duas vezes e isso com certeza me ajudou na criação de “A Fada” e de “O Inverno das Fadas”. Sem contar que nas viagens acabo aprendendo mais sobre o mercado exterior e conhecendo outros escritores.

V.D.L: Que cinco dicas você daria para os escritores que estão começando agora?

- Leia MUITO. Isso é essencial. É importante para sua formação como escritor e para sua noção de mercado.

- Escreva todos os dias, mesmo que não seja exatamente um livro. É importante treinar a criação de frases e diálogos. Um simples e-mail é uma forma de exercício. Escrever é uma profissão e como todas as outras é preciso praticar todos os dias.

- Aproveite as redes sociais, mas use com bom senso. Hoje é muito fácil acompanhar a vida de escritores que admirados e assim podemos aprender com eles. É também importante para um escritor estar em todas as redes sociais e ativo nelas. Só que é necessário tratar isso como parte do seu trabalho e escolher bem os posts. Causar intrigas, criticar muito e falar coisas pessoais demais ou constrangedores, não ajuda a carreira literária. Um futuro leitor ou editor pode estar lendo.

- Aprenda a lidar com seu ego. Essa é uma carreira composta de “nãos”. Acostume-se. Você vai ouvir muitas coisas negativas do mercado e de alguns leitores. Um escritor precisa se acostumar com esse tipo de resposta ou com atitudes negativas, pois a carreira exige isso.

- Crie um plano maluco! Não existe fórmula mágica para o sucesso. Cada escritor tem uma história diferente de vida e de mercado. Se você parar para ouvir, quase todas são malucas e tinham tudo para dar errado. Crie sua própria e tente batalhar com todas as suas forças.

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Resenha de “O Inverno das Fadas” em Diário de uma Escritora

A querida Vivi Maurey do Diário de uma Escritora fez uma resenha de “O Inverno das Fadas”. Vamos lá ver?

Link original:

http://www.vivimaurey.com.br/resenha-o-inverno-das-fadas/

 

Resenha:

Sophia Coldheart é uma criatura denominada Leanan Sídhe também conhecida como “Fada Amante” ou simplesmente “Fada Namorada”. Neta do governador de Outro Mundo, Arawn.

Seu avô sempre soube que Sophia era diferente das outras fadas talvez pelo fato da sua mãe ter-se casado com um Elfo, seu filho e deste amor ter nascido Sophia..

O amor entre uma Leanan Sídhe e um Elfo é visto como suicídio considerando o fato de que todo homem que se apaixona por uma fada da espécie Leanan tende a sofrer até a morte. As Leanans possuem o poder de fazer qualquer pessoa com dons artísticos ser o melhor da sua época, mas este “presente encantado” vem acompanhado de consequências trágicas, não foram raras as vezes em que por amor à Sophia grandes cantores, guitarristas, escritores, atores definharam fatalmente por não a ter por perto porque, é no momento em que uma Leanan Sídhe sente possuir a essência da sua vítima que ela parte para a próxima conquista deixando-o entregue ao sofrimento.

Sophia até então nunca se apaixonou por nenhuma de suas conquistas e espera que isto nunca venha a acontecer, mas é imprescindível que a vítima se apaixone por ela pois se as Leanans não recebem a carga de energia que precisam, elas podem morrer.

Depois de inúmeras conquistas, o romance da vez de Sophia é William Bass, um jovem escritor que mora no Condado de Cúmbria no interior da Inglaterra, um pequeno lugar com menos de 5 Mil habitantes onde ele cuida de um Sebo e passa o dia rodeado de livros raros, LPs e CDs. William é o típico garoto que sofre ao conhecer Sophia, pois com certeza esta é a coisa mais incrível que pode acontecer na sua simples existência.

Bom, resumindo esta é a história de O Inverno das Fadas, livro lindo da Carolina Munhóz publicado pelo selo Fantasy da Casa da Palavra. É o primeiro livro da parceria que eu recebo para análise e sem dúvida eu não poderia ter começado de forma melhor. Gostei muito do livro que também foi minha primeira leitura de fadas, fico feliz por ter sido de uma autora talentosa e nacional.

A história toda é boa, mas o que na minha opinião deu um charme à mais foi a relação de vários personagens e fatos com a realidade, claro que nada explícito, mas na medida que você vai lendo vai percebendo em quem a autora se inspirou para criar alguns personagens, gostei muito disto, deu um certo de clima de familiaridade com a trama.

No início do livro eu peguei muita raiva da protagonista – Sophia – que nada mais era do que uma Fada mesquinha, orgulhosa e egocêntrica que acreditava que todos têm o dever de cair de amores aos seus pés, mas ao conhecer o amor verdadeiro, amadurece à olhos vistos e por amor à William, vai se tornando mais humilde e sensível.

Apesar de ser um livro sobrenatural, o fato de mesclar a fantasia com a realidade nos propicia uma maior identificação com os personagens e com o dilema por eles vivido nos fazendo vibrar, sofrer e torcer por um final feliz para Sophia e William.

 

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Resenha de “O Inverno das Fadas” pelo Balaio de Livros

Resenha muito bacana feita pela Vanessa Meiser do blog Balaio de Livros. Vamos lá comentar?

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http://balaiodelivros.blogspot.com.br/2012/08/o-inverno-das-fadas-carolina-munhoz.html

 

Resenha:

Sophia Coldheart é uma criatura denominada Leanan Sídhe também conhecida como “Fada Amante” ou simplesmente “Fada Namorada”. Neta do governador de Outro Mundo, Arawn.

Seu avô sempre soube que Sophia era diferente das outras fadas talvez pelo fato da sua mãe ter-se casado com um Elfo, seu filho e deste amor ter nascido Sophia..

O amor entre uma Leanan Sídhe e um Elfo é visto como suicídio considerando o fato de que todo homem que se apaixona por uma fada da espécie Leanan tende a sofrer até a morte. As Leanans possuem o poder de fazer qualquer pessoa com dons artísticos ser o melhor da sua época, mas este “presente encantado” vem acompanhado de consequências trágicas, não foram raras as vezes em que por amor à Sophia grandes cantores, guitarristas, escritores, atores definharam fatalmente por não a ter por perto porque, é no momento em que uma Leanan Sídhe sente possuir a essência da sua vítima que ela parte para a próxima conquista deixando-o entregue ao sofrimento.

Sophia até então nunca se apaixonou por nenhuma de suas conquistas e espera que isto nunca venha a acontecer, mas é imprescindível que a vítima se apaixone por ela pois se as Leanans não recebem a carga de energia que precisam, elas podem morrer.

Depois de inúmeras conquistas, o romance da vez de Sophia é William Bass, um jovem escritor que mora no Condado de Cúmbria no interior da Inglaterra, um pequeno lugar com menos de 5 Mil habitantes onde ele cuida de um Sebo e passa o dia rodeado de livros raros, LPs e CDs. William é o típico garoto que sofre ao conhecer Sophia, pois com certeza esta é a coisa mais incrível que pode acontecer na sua simples existência.

Bom, resumindo esta é a história de O Inverno das Fadas, livro lindo da Carolina Munhóz publicado pelo selo Fantasy da Casa da Palavra. É o primeiro livro da parceria que eu recebo para análise e sem dúvida eu não poderia ter começado de forma melhor. Gostei muito do livro que também foi minha primeira leitura de fadas, fico feliz por ter sido de uma autora talentosa e nacional.

A história toda é boa, mas o que na minha opinião deu um charme à mais foi a relação de vários personagens e fatos com a realidade, claro que nada explícito, mas na medida que você vai lendo vai percebendo em quem a autora se inspirou para criar alguns personagens, gostei muito disto, deu um certo de clima de familiaridade com a trama.

No início do livro eu peguei muita raiva da protagonista – Sophia – que nada mais era do que uma Fada mesquinha, orgulhosa e egocêntrica que acreditava que todos têm o dever de cair de amores aos seus pés, mas ao conhecer o amor verdadeiro, amadurece à olhos vistos e por amor à William, vai se tornando mais humilde e sensível.

Apesar de ser um livro sobrenatural, o fato de mesclar a fantasia com a realidade nos propicia uma maior identificação com os personagens e com o dilema por eles vivido nos fazendo vibrar, sofrer e torcer por um final feliz para Sophia e William.

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Resenha de “O Inverno das Fadas” pelo Being Journalist

A fofíssima Júlia Berringer do Being Journalist fez uma resenha muito bem construída de “O Inverno das Fadas”. Vamos ler e comentar?

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http://beingjournalists.blogspot.com.br/2012/08/resenhando-o-inverno-das-fadas-carolina.html?spref=tw

 

Resenha:

Quem acompanha o BJ no twitter sabe que eu tenho falado muito nesse livro. Eu o devorei em poucos dias, e logo que o terminei senti aquele sentimento que te dá quando você termina um ótimo livro: Você fica meio perdido, sem saber o que fazer da vida depois de tamanha carga de energia positiva.
EXISTEM PESSOAS NORMAIS em nosso planeta. Homens e mulheres simples que nascem e morrem sem deixar uma marca muito grande ou mesmo significativa na humanidade. Mas existem outros que possuem talentos inexplicáveis. Um brilho próprio capaz de tocar gerações. Como eles conseguem ter esses dons? De onde vem a inspiração para criar trabalho maravilhosos? São cantores com vozes de anjos, artistas com mãos de criadores e escritores imortais.Existe uma explicação para isso.Sophia é uma Leanan Sídhe, uma fada-amante, considerada musa para humanos talentosos. Ela é capaz de seduzir e inspirar um homem a escrever um best-seller ou criar uma canção para se tornar um hit mundial. A fada dá o poder para que a pessoa se torne uma estrela, um verdadeiro ícone, ao mesmo tempo em que se aproveita da energia do escolhido para alimentar-se.Causando loucura.E MORTE.
Agora, com uma sinopse dessa, quem consegue resistir ? Eu sou super chata quando o assunto é comprar livros, porque não tem coisa que me mate mais de raiva do que comprar um livro, e depois não gostar dele. Por isso eu pesquiso muito bem antes de fazer uma compra literária. O Inverno das Fadas é um livro recém lançado, por isso não existia muita informação sobre. Pesquisei sobre a autora, uma guria (linda, diga-se de passagem), jornalista e que gosta de Harry Potter. Não deu pra pensar duas vezes, comprei o livro. E na boa, até quem viu o meu sorrisinho bobo no trabalho hoje, sabe que o livro é bom demais.

Nos chama a atenção para aquela história de que para toda ação, existe uma reação. E ela nem sempre é ruim. Na vida, somos sempre obrigados à fazer escolhas. Nem sempre elas são tão fáceis quanto escolher entre o sabor da casquinha que você vai querer. Podemos fazer o chilique que for, enrolar o tempo necessário, ou até um pouco mais. Mas chega uma hora, que nos temos que tomar nossas decisões, deixando o orgulho um pouco de lado. Visando a felicidade de quem a gente ama, antes da nossa. Tomar o caminho mais difícil, ao invés do mais fácil. As escolhas de Sophia nunca foram tão simples quanto escolher um filme no cinema. Apesar de ser uma fada, Sophia tem muita coisa humana nela. Insegurança, medo, orgulho, e principalmente, amor. Amor que ela aprende na marra o que é, e como funciona.
Após passar um longo período sem sugar a energia de nenhum mortal, ela encontrando-se fraca, começa então, a ter visões com um jovem escritor, chamado William, que mora em uma minúscula cidade no interior da Inglaterra e trabalha em um sebo. Após receber sinais, ela decide encontrá-lo. Ela pensa que vai ser fácil seduzi-lo, somente mais um bobo artista desesperado por sucesso. E ela tinha o poder de dar à ele tudo o que eles sempre querem, fama e dinheiro.

Quando ela o conhece, se depara com um homem forte e seguro, que sabe como ninguém satisfaze-la como fada, Leanan e mulher. Ao passar do tempo, ela descobre estar diante de uma das piores situações que uma fada como ela pode se encontrar: Apaixonada.

Não se engane, você não vai precisar ler mais nenhum romance clichê e bobinho. Muito pelo contrário, a história te prende do início ao fim por ser exatamente um livro que foge dos padrões.

Preciso falar que eu recomendo ? Preciso, por necessidade minha: O livro é ótimo, e eu pretendo ler o outro livro da Carolina, ‘A Fada’ que também parece ser ótimo. Alguém quer me presentear e me fazer feliz? Não? Okay, eu mesma compro! Pra ler livros ótimos como esse, eu compro!

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Resenha de “O Inverno das Fadas” pelo Open Door of Creation

Resenha de “O Inverno das Fadas”  pelo Open Door Of Creation. Vamos conferir?

Link original:

http://opendoorofcreation.blogspot.com.br/

Resenha:

Em Annwn ser uma fada é algo completamente normal, mas nem lá ser um Leanan pode ser normal. Sua beleza é tamanha que ela inspira os maiores romancistas, atores e cantores, seu poder é o da sedução, um poder que lhe traz seu meio de sobreviver, roubando a energia dos inspirados.

Sophia traz pelo corpo uma marca negra por cada alma roubada, cada sonho realizado e refeição feita. Até que William, um escritor hiper talentoso e dono de um sebo, aparece em sua vida, mudando tudo e derretendo seu gelo interno.

Nessa adorável trama Carolina nós faz acreditar em fadas de tamanha realidade contida nos livro; há indícios de várias pessoas famosas e menção a muitas coisas bem diárias. O fato de cada capítulo ser nomeado por uma música conhecida auxilia mais ainda nessa realidade.

Muitas polêmicas são trabalhadas de forma tão discreta que se torna fácil aceitar a visão da autora sobre certos temas, como morte.
Romântico, sexy e diferente são os termos perfeitos para o ” Inverno das Fadas”

“O amor, desde o começo dos tempos, sempre fez isso com a cabeça das pessoas” – Página 269

Beijos(:

 

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Resenha de “O Inverno das Fadas” pelo Leitora Viciada

A querida Tatiana Jiménez fez uma resenha COMPLETÍSSIMA e MARAVILHOSA de “O Inverno das Fadas”em seu blog Leitora Viciada. Merece ser lida e comentada! Vamos lá? E ainda está rolando SORTEIO!!

Link original:

http://www.leitoraviciada.com/2012/08/o-inverno-das-fadas-de-carolina-munhoz.html

 

Resenha:

Ainda não li o primeiro romance da Carolina Munhóz, que lhe rendeu o título de melhor escritora jovem de 2011 pelo Prêmio Jovem Brasileiro. Mesmo desconhecendo A Fada, iniciei a leitura de O Inverno das Fadas com enormes expectativas, porque encontrei muitas críticas favoráveis à jovem, bonita e simpática escritora. Com este livro garanto que além de totalmente original, criativa e inovadora, Carolina é muito talentosa. Com esta resenha irei explicar o porquê de cada elogio.
Posso ser ousada, mas é minha opinião: se Marion Zimmer Bradley estivesse viva, fosse brasileira e tivesse a mesma idade da Carolina, talvez o resultado de seu trabalho fosse semelhante ao de O Inverno das Fadas.

Não que Carolina não tenha seu próprio estilo, ela tem, e bastante! Mas existem semelhanças de sua obra com algumas da Marion, como a mitologia celta, véus mágicos entre dimensões, magia e forças da natureza em ação, mulheres protagonistas fortes e poderosas, batalhas místicas e nenhum preconceito quanto às vontades e atos das personagens; só que com um ar muito mais jovem, atual e pop. Afinal, Marion faleceu em 1999 e suas obras são antigas.
O Inverno das Fadas traz magia, sensualidade, modernidade e sentimentos muito intensos. É sexy e inteligente. É mágico e instigante, mas com mensagens e sentimentos muito reais. Não o considero um simples livro YA (Young Adult, Adulto Jovem), porque possui mais complexidade em suas páginas para leitores mais atentos.

Antes de tudo: se você não é um especialista em fadas, em cultura e mitologia celta, jogue fora todas as imagens e informações sobre esses seres mágicos da cabeça. Limpe sua mente de julgamentos pré-estabelecidos e se prepare para entrar num mundo de fadas totalmente diferente e muito mais real do que o que estamos acostumados a ver. Uma mitologia bem organizada e diversificada, interessante e menos infantil do que encontramos nas histórias.

A originalidade da obra: a autora saiu do “lugar-comum” dos contos de fadas. Ela buscou a fundo criar e reproduzir lendas do folclore celta rústico. Mostra ao leitor que as fadas não são iguais, que existem vários tipos, com poderes, dons e funções diferentes. Não existe apenas aquela típica fadinha boa nem apenas fadas-madrinhas protetoras. Existem Banshees, Súcubos e outros tipos de fadas.
O destaque fica para a Leanan Sídhe, uma fada muito mais obscura, sensual e completamente fatal. Sophia, a protagonista do livro é uma fada desse tipo; e não para por aí: sua diferença não é apenas ser uma fada rara e diferente; sua origem é mais complexa do que as de todas as outras Leanan Sídhe! Não contarei, leiam e descubram.

Uma Leanan Sídhe é uma fada que vive da energia de humanos, suas caças. É uma musa inspiradora com beleza fora do comum e irresistivelmente atraente. Ela oferece para um artista inspiração ilimitada e muito sucesso em suas criações e trabalhos em troca de seu amor, devoção e energia vital. No entanto, a vítima freqüentemente enlouquece e tem uma vida intensa, de enorme sucesso, deixa sua marca na História e morre prematuramente, quase sempre no auge da carreira. Conforme a fada inspira a pessoa e a seduz, suga a vida da presa.
Essa é a função dela para o equilíbrio do mundo. Cada fada segue seus instintos e deveres conforme sua natureza. Portanto, o leitor encontrará uma fada folcloricamente diferente do comum.

Além de ser original ao abordar um tema que já está batido na Literatura YA da atualidade (podemos até concluir que as fadas estão na moda, assim como os anjos e as sociedades distópicas) utilizando uma mitologia quase que inédita para a maioria dos leitores, com uma estrutura excelente, Carolina é criativa. Afinal, não é qualquer escritor (a) que consegue transformar um tema simples, famoso e clichê numa história diferente, apaixonante e marcante.

Inovação: presente na união da mitologia feérica ao mundo pop atual. No decorrer do livro conhecemos as vítimas de Sophia através de flashbacks, que na verdade são referências a artistas que realmente deixaram fãs e trabalhos inesquecíveis em suas respectivas áreas.
A autora prestou homenagem a esses artistas, assim como também alerta como suas vidas se foram; talentos perdidos em meio a overdoses, suicídios, distúrbios psicológicos, depressão, solidão…
Como humanos talentosos da vida real morreram perante a mídia, e quantos outros percebemos estarem doentes, enquanto outros nos surpreendem com suas mortes fulminantes? Não apenas jovens famosos, mas a autora também alerta sobre quantos outros morrem e não são noticiados por serem desconhecidos.
Através de algumas personagens secundárias, jovens da região onde se centra a história no mundo dos humanos, a autora também ressalta como o abuso de drogas e álcool é cada vez mais comum. É um alerta!

Notamos Heath Ledger, Amy Winehouse, Britanny Murphy, Raul Seixas, Michael Jackson, Kurt Cobain e muitos outros homenageados – É claro, são apenas referências, mas não há como não fazer comparações. Além de citar escritores como George R. R. Martin, J. K. Rowling, J. R. R. Tolkien, Marion Zimmer Bradley e outros, cada capítulo contém um título. Na última página existe a listagem de cada capítulo e descobrimos serem frases ou trechos (sempre traduzidos) de músicas de artistas como Linkin Park, Kelly Clarkson, Adele, Nirvana ou Evanescence. Ou seja, é um livro que une a mitologia antiga dos celtas com toda a sua tradição ao mundo jovem atual, moderno e pop.
Existe uma personagem enigmática que surge no decorrer do livro, imaginei quem ele seria… Bom, pelo menos na minha cabeça!

O talento: Carolina constrói cenas mágicas tão realistas que parecem verdadeiras; cenas comoventes que afetam o leitor. As dimensões, seres e encantamentos são descritos em detalhes. A narrativa da autora é aconchegante, o leitor se sente rapidamente bem ambientado ao enredo.
É o tipo de escritora que consegue passar tantas informações através das cenas, ambientes, atos e personagens. Não é do tipo que enche o leitor de informações e deixa o livro entediante. Ela mostra com naturalidade, não explica demais. E isso é o que mais admiro num escritor. Rapidamente entramos no clima da história e conhecemos as personagens.

No entanto, além de demonstrar minha opinião sobre o talento da Carolina, existem outros pontos a serem notados no livro. Primeiramente que é uma obra bela como um todo. Não apenas no conteúdo, mas também na diagramação, revisão, qualidade gráfica e estrutura do texto. Gostei das divisões dos capítulos, das pausas, da fonte e não encontrei erros. A capa, que foi escolhida através de votação popular é muito linda e demonstra uma cena muito específica – uma das que mais gostei de todo o livro! O trabalho da editora me agradou por completo.

Às vezes a autora faz um pequeno retorno aos breves acontecimentos como uma recapitulação dos mais importantes. Faz de forma discreta e breve, porém não vi necessidade disso ocorrer no começo de alguns capítulos. Uma manobra para manter alguns leitores distraídos atentos. Alguns nem irão reparar nesse detalhe. No entanto, quando ocorre (poucas vezes) não atrapalha o ritmo da narrativa; ressalto que não é um defeito, apenas algo que achei desnecessário.

A narrativa é em terceira pessoa e a autora nos mostra diferentes pontos de vista, sempre focados no casal principal e na missão de Sophia, que acaba se tornando um romance, um desastre para a “fada vampira”.
O romance impossível que é fator dominante nos livros YA está em O Inverno das Fadas. Apesar de o começo ter me passado a impressão de ser algo um pouco forçado, percebi que a magia provocou isso; e o romance dos dois ultrapassa as barreiras dos encantamentos para mostrar que é amor verdadeiro.

Como uma Leanan Sídhe poderá amar um simples humano sem levá-lo à morte lenta por absorver sua energia ou suicídio por não suportar mais o sofrimento? Como estar ao lado dele sabendo que é o motivo de sua dor? E como se afastar completamente dele e morrer?

O que para Sophia parece ser um acidente (pois uma Leanan Sídhe nunca se apaixona, muito menos ama uma presa) pode ser algo mais valioso. Talvez, William, o jovem escritor que ela deveria seduzir e influenciar a escrever um best-seller seja a sua alma gêmea. O que era para ser mais um trabalho difícil, porém comum, torna-se amor arrebatador. Era para ser simples: ir à dimensão dos humanos, seduzir um rapaz humilde, mas inteligente e já talentoso, através de sua beleza e habilidades sexuais e depois sugar a vida dele. Porém se torna uma jornada implacável e tortuosa, que modifica não apenas a vida do casal, mas a de outras pessoas e seres mágicos; mexe com o equilíbrio natural da magia entre os mundos.

William é a personagem por quem as leitoras irão se apaixonar, porque além de talentoso, ele é corajoso e mesmo sem poderes, o humano comum enfrenta por sua amada forças que ele desconhece completamente. A autora cria um romance que agrada os mais românticos, adoradores de amores impossíveis, mas cria outros fatores na história.

Já Sophia não seduz apenas William; seduz os leitores. Impossível ler cada acontecimento e ficar sem se emocionar e torcer por ela. Ao mesmo tempo em que ela parece uma assassina fria, aos poucos percebemos o quanto na verdade ela sofre com essa sina.
Adoro protagonistas que aparentemente parecem vilões, maus ou anti-heróis e aos poucos vão te cativando, te envolvendo até aflorar sua verdadeira essência. Então encontramos os verdadeiros e mais marcantes heróis. Assim é Sophia, a Leanan Sídhe.

Parênteses na análise da protagonista: a complexidade/sina me lembrou, em parte, a personagem Vampira (Rogue) das histórias em quadrinhos dos X-Men da Marvel. Ambas não podem evitar sugar a energia de quem as ama. Sophia é um ser feito para seduzir, tanto fisicamente quanto psicologicamente e matar seu amante e necessita disso para viver; Vampira nasceu com um dom mutante que não lhe permite amar fisicamente e qualquer toque em sua pele fere e pode ser letal, também absorvendo a vida da pessoa. E ambas surgem como jovens atraentes, mortais e aparentemente vilãs que depois nos levam às lágrimas e comoção total. Sophia é para mim uma das melhores heroínas da Literatura Nacional, pois possui inúmeras facetas, é imprevisível e evolui muito ao descobrir o amor.

Uma mensagem que captei no livro é de como romper nossas próprias barreiras e limites, ampliarmos nossos horizontes e lutarmos por nossos sonhos e desejos. Não devemos ser o que querem que sejamos e sim o que desejamos ser. Não devemos ser passivos e aceitar o que a sociedade e às vezes a família e outras pessoas ao nosso redor nos impõem. Temos de conquistar o que desejamos, e não aceitar o que nos é dado.
Essa é a principal batalha de Sophia: ela luta contra a própria natureza por amor, mesmo sendo impossível. Ela não aceita tradições, regras, ordens e dogmas; ela os enfrenta de todas as formas que consegue em busca do bem e da possibilidade que parece inalcançável de estar ao lado do seu amor sem riscos para ninguém.

Carrega um fardo grande demais, um dever que necessita ser continuamente executado. Qualquer um sofreria por ter essa obrigação. Pesa, dói e marca ser a responsável por tantas mortes e não poder viver de outro modo. É questão de sobrevivência, ou mata ou morre. Marca tanto que cada alma deixa uma tatuagem diferente na pele e uma ferida no coração de Sophia. Ela precisa ser mais fria e gelada que o mais rigoroso inverno; o problema é a chama do amor que surge para derreter o gelo de Sophia; ao mesmo tempo aquece e queima seu coração aos poucos.

Este livro entrou para minha lista dos preferidos, Carolina com Sophia e William também.

 

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Resenha pelo blog “Amantes de Livros”

 

 

A blogueira Daniele Nhasser do Amantes de Livros fez uma resenha muito fofa sobre “O Inverno das Fadas”. Vamos conferir?

Link original:

http://amantesdelivros-2012.blogspot.com.br/2012/08/o-inverno-das-fadas-carolina-munhoz.html?spref=tw

Resenha: 

Eu que sou apaixonada por seres sobrenaturais , eu que já li diversas estorias incriveis , nacionais e internacionais , me surpreendi com essa em especial .

A sinopse disperta uma vontade descontrolada para a leitura , e quando estive na Bienal não aguentei e adquiri meu exemplar .
Carolina Munhóz conta com a maior riqueza de detalhes esse mundo ficticio das fadas , um mundo brilhante e cheio de magias , um amor que ao olhar pela primeira vez parece ser impossivel .

O que temos é um grande amor . O amor visto nos filmes , lido nos livros e ouvido nas cançoes . O amor de um destino traçado . Algo sagrado que nossas mentes não acompanham .
Pág . 126

Sophia nossa protagonista é uma fada amante , ela tem o poder de seduzir qualquer ser inclusive os humanos , com seu poder de sedução ela faz o humano despertar o seu maior dom seja o da musica , na escrita , ela se torna sua musa inspiradora e eles conseguem alcançar o sucesso com suas escritas .

Eles ficando cada vez mais famosos , nossa fada em troca rouba suas energias , com o tempo levando o humano a morte .
Willian é um jovem rapaz que vive numa cidade pacata , tem o dom da escrita e almejava ser um grande escritor , uma isca facil para nossa Sophia .

Só que ninguem esperava que suas armadilhas de sedução não fizesse o mesmo efeito como ocorreu com outras vitimas passadas , Willian tem algo diferente que disperta um novo sentimento em Sophia , onde ela acaba se rendendo ao amor .

Willian descobre quem Sophia é de verdade , sabe qual será seu destino .
Ele a ama mais que tudo , mas será ao ponto de aceitar a sina de morrer por ela ?
Sophia será capaz de aguentar o baque de assistir a perda do unico homem que amou ? O que lhe fez sentir feliz e completa , que amou de verdade sem interesses ?
Será que não existe alguma forma de juntos encontrar uma saida para viverem esse sentimento ?

Uma estoria de amor e magia que irá prender sua atenção ate o fim e quando chegar a ultima pagina vai deixar com gostinho de quero mais .

_Você esta disposto a morrer ? – perguntou receosa a fada .
_ Se for preciso – disse o garoto , sem tremer a voz – O que for necessario para ficar com você . Só me importo com isso . Somente com você .
Pág . 178

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BIENAL SP & TOUR ALYSON NOËL – CAMPINAS & SÃO PAULO

Finalmente minhas datas para as próximas duas semanas. São vários eventos legais para me encontrarem, então conto com a presença de todos! Seguem as informações:

SARAIVA CAMPINAS

Quando: 10/08 (sexta)

Horário: 19hs

Onde: Saraiva do shopping Iguatemi – Campinas

O que: Lançamento de “O Inverno das Fadas”. O escritor Raphael Draccon (Dragões de Éter / Fios de Prata – Reconstruindo Sandman) coordenador do selo Fantasy – Casa da Palavra fará a mediação.

Entrada: Franca.

***

BIENAL DO LIVRO DE SÃO PAULO

Quando: 11/08 (sábado)

Horário: 15:00 hs às 18:00 hs

Onde: Estande da Leya Brasil – H80 - Bienal de SP – Anhembi

O que: Lançamento e sessão de autógrafos.

Entrada: www.bienaldolivrosp.com.br

***

BIENAL DO LIVRO DE SÃO PAULO – 2

Quando: 18/08 (sábado)

Horário: 17:00 hs

Onde: Estande do SUBMARINO - Bienal de SP – Anhembi

O que: Bate-papo com a equipe do Submarino e com a escritora Alyson Noël. Autógrafos também!

Entrada: www.bienaldolivrosp.com.br

***

TOUR FATED/SONHOS BR

O escritor Raphael Draccon e eu estaremos com a escritora Alyson Noël em sua tour da série Soul Seekers em São Paulo.

O Draccon irá fazer a mediação da Alyson nos eventos abaixo, e eu vou cuidar da parte de tradução. Para os que não puderem acompanhar os eventos na Bienal, podem levar O Inverno das Fadas e A Fada para que eu autografe, assim como os livros do Raphael Draccon (Dragões de Éter – Espíritos de Gelo – Fios de Prata).

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SARAIVA SP

Quando: 19/08 (Domingo)

Horário: 14 hs

Onde: Saraiva do shopping Center Norte – SP

O que: Tradução da Alyson Noël.

Entrada: Franca.

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CULTURA SP

Quando: 20/08 (segunda-feira)

Horário: 19 hs.

Onde: Livraria Cultura do shopping Bourbon – SP

O que: Tradução da Alyson Noël.

Entrada: Franca.

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FNAC CAMPINAS

Quando: 21/08 (terça-feira)

Horário: 19 hs.

Onde: Livraria Fnac do shopping Dom Pedro – Campinas

O que: Tradução da Alyson Noël.

Entrada: Franca.

Até os eventos!


 

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